Fragmentos #10

perder

 

Nem toda ideação suicida é planejar a morte. Às vezes é apenas deixar-se. É não se importar mais. Não ligar para a falta de prazer, e desistir de procurá-lo. É imaginar como seria não mais existir. Atravessar a rua e imaginar como seria se um carro o acertasse em cheio. É imaginar a morte em muitas formas, sem compromisso, sem escolher, sem planejar; é morrer dentro da mente. É deixar de apreciar a vida. Olhar o mundo da altura da cama. Perder a estima por si mesmo. É perder a esperança de um dia melhor. É sentir raiva e não tentar controlá-la. É sentir tristeza e não mais se surpreender com seu tamanho, sua intensidade, sua persistência. É sentir desânimo e convidar o desânimo para jantar, para dormir, para o café da manhã, para se hospedar em sua casa.

O antropólogo Joseph Campbell notou um padrão se repetia nas histórias, nas ficções e lendas. Era o mito da jornada do herói. Através de seu livro O Herói de Mil Faces, publicado em 1949, essa jornada arquetípica tornou-se conhecida. Nós a reconhecemos nos livros e filmes, nas séries e espetáculos. Ali está o personagem vivendo sua vidinha num lugar comum, mas algo terrível acontece e ele é chamado para empreender uma aventura que poderá salvar a humanidade. Primeiro o herói recusa. Mas então encontra seu mentor (sempre há um mentor), e resolve aceitar o desafio. Seguem-se provações, inimigos, aliados, combates, e a grande batalha final. Por fim, o herói retorna vitorioso.

Mas tais acontecimentos, a jornada, não ocorrem somente com protagonistas de filmes hollywoodianos. Todos nós temos um chamado à aventura. Muitos, aliás. Talvez não seja matar um dragão ou proteger um anel, mas temos que deixar nosso lugar comum, o conhecido, e sair por aí, e superar obstáculos, e resolver o problema. Para, quem sabe, voltar vitoriosos para casa.

 

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Fragmentos #3

notícias

 

Vendo as notícias do dia. Descubro que em minha cidade, razoavelmente perto da minha casa, bem pertinho de onde estive dois dias atrás, um rapaz cometeu suicídio. Pulou de um prédio bem no meio da semana, no fim do horário de almoço. As pessoas trabalhando, voltando para o trabalho, fazendo compras, pensando no final de semana que se aproxima. As tarefas, os planos, os sonhos, alegrias e tristezas. E um rapaz, cinco anos mais novo que eu, que talvez eu já tenha encontrado numa fila de supermercado, ali caído. Sua foto, não uma de seus dias felizes, não uma posada e com sorriso, não uma que ele mesmo tenha compartilhado e publicado, mas aquela trágica, de seu último momento, foi o que “ilustrou” as notícias sobre sua morte. Um rapaz, com sonhos parecidos com meus e angústias parecidas com as minhas, virou nota de rodapé. Agora fico sem reação, cercadas por tantas pessoas que também podem estar sofrendo, sem que ninguém perceba. E não são esses mesmos vizinhos que me veem feliz todos os dias, mesmo quando não estou?

Suicídio é um enorme tabu. Poucos querem comentar. Usam eufemismos: “tirou a própria vida”, “acabou com o sofrimento”, “desistiu de viver”, que me fazem lembrar que quando era criança as pessoas diziam “aquela doença” para se referirem ao câncer. Eu nunca entendi o motivo. Era como se, de forma mística, dizer o nome pudesse atrair a mazela. Assim como o suicídio. Mesmo quem pensa em cometê-lo não pensa no nome. Pensa-se em “aliviar o sofrimento”, “colocar um ponto final”, “encontrar a paz”. E continuamos sem falar o nome. E muitos continuam sem tocar no assunto. Ou então usam o suicídio. Neste mundo, tudo tem que dar lucro. Por que isso não daria? A morte dos poetas, dos artistas, dos rockstars. Então os olhos jovens brilham. Eu sei, já fui jovem. E imaginava que morreria aos 27 anos, como meus ídolos. Apenas teria que aguentar até os 27.

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O Código Penal e o suicídio

lei suicídio

 

Um mês atrás, em pleno setembro amarelo, li uma reportagem sobre um relato que me impactou. O motorista Henrique Romero testemunhou dezenas de pessoas gritando “pula, pula”, além de insultos e xingamentos, para um homem que, pendurado numa ponte, pensava em cometer suicídio. É terrível a falta de empatia, que se mostra claramente na impaciência com a demora e o trânsito causados pelo incidente, nas piadas, nas ofensas.

Suicídio é um tabu em nossa sociedade. A própria menção a ele é muitas vezes suprimida ou sussurrada. Por outro lado, há total falta de respeito e compreensão. Aquele que tenta acabar com a própria angústia de forma drástica e desesperada recebe mais tormento no encontro com o outro.

Mesmo quando busca ajuda, o indivíduo que tentou suicídio, que passa por um avassalador sofrimento, não encontra apoio nem na equipe de profissionais que o atende. Uma pesquisa realizada pelo psiquiatra Carlos Eduardo Leal Vidal aponta as falhas no atendimento a sobreviventes do suicídio. Falta orientação psicológica e acolhimento a longo prazo. Salva-se o corpo do paciente, e este é encaminhado para casa. Além disso, muitos médicos e outros profissionais zombam dos pacientes, não acreditam em seu sofrimento, dizem que é tudo besteira e até expressam o desejo de morte em relação a esses pacientes. Uma das entrevistadas relatou: “Eles falaram assim ‘não é possível, tanta coisa pra gente fazer e socorrer e fulano tentando morrer… e tem que fazer lavagem, que frescurada, aí é que dá vontade de matar mesmo’”.

 

Mas é válido lembrar que instigar o suicídio é crime, previsto no Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940):

Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio
     Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça:
Pena – reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.

Parágrafo único. A pena é duplicada:

Aumento de pena
     I – se o crime é praticado por motivo egoístico;

     II – se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.

 

Sempre achei bizarro ver como é necessário ter tantas leis para fazer com que as pessoas façam o que é bom para elas mesmas (como usar cinto de segurança) ou para impedir que cometam ações horríveis contra outros indivíduos (como instigar suicídio). Isso me faz lembrar como a maldade faz parte daquilo que é humano. Só me resta ter esperança de que outra característica humana — a bondade — possa um dia prevalecer.

Quando a morte está na mente

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A vida esmaga, amassa. Então me tornei uma colecionadora de esperanças. Algo dá errado, penso numa alternativa. A vida decepciona, me volto para a fantasia. Tudo para não voltar para aquele lugar ruim, dentro de mim, em minha própria mente, onde a morte está presente, onde os pensamentos me dizem que minha vida não tem valor, que nada nunca dará certo, que é melhor desistir.

Às vezes a morte está na mente, na vontade de morrer. E pensar em morrer é se matar, de certa forma. É desistir aos poucos. É acreditar que você não vale a pena, que os problemas e obstáculos são maiores e mais importantes do que tudo o mais, do que você mesmo. É um lugar sombrio. E pegajoso. Esses pensamentos se agarram a você, envolvendo o seu ser com gosma e sofrimento. É difícil sair, é fácil retornar. O cérebro cria caminhos, trajetos previamente memorizados, e os usa sempre que possível, mesmo que levem ao pior destino.

Penso no mar. Nas coisas reais não presto tanta atenção. Eu enxergo melhor com a imaginação. Tanto o bom quanto o ruim.

Penso nas dores. Deixo para lá. Penso no mar. Água batendo nas rochas. Areia em meus pés descalços. A calma, a brisa suave no rosto. Calor do sol na pele. E o barulho das ondas cobrindo meus pensamentos, o barulho das ondas impedindo que a mente volte para aquele lugar. Água do mar lavando, água fria, salgada, revigorante. E deixo as angústias no mar.

Retorno para casa purificada. A mente é novamente um lugar que posso habitar. Posso escolher os pensamentos bons. E fingir que nunca mais cairei no abismo, mesmo sabendo que tenho um percurso ruim memorizado. E que leva tempo para criar novos caminhos. Que é preciso percorrer os novos mais vezes do que andou pelo ruim. Até que se torne tão automático quanto o primeiro. Para que, quando o mundo ruir e a vida esmagar e amassar, a mente me conduza sem pestanejar, sabendo exatamente a localização do abrigo. Leva tempo até os pensamentos escolherem a praia ao invés do abismo da morte.

Enquanto isso, coleciono esperanças. E as deixo cair do bolso na areia. Uma por uma, como na história da infância, formando uma trilha para quando, novamente, eu me perder.

 

 

*** Setembro Amarelo é o mês de conscientização para a prevenção de suicídio. Busque ajuda. Ligue 188 e entre em contato com o CVVFalar é a melhor solução.

Ouvir é uma arte

ouvir bipolar e afins

 

Alguns chamam de era da informação. Outros, era da pós-informação. A verdade é que poderíamos considerar o nosso presente como a era da solidão. Em meio a mais de 7 bilhões de outros humanos, num mundo cada vez mais globalizado e “conectado”, a sensação angustiante de solidão continua crescendo. Os índices de transtorno mental e suicídio, que claramente se relacionam à forma como nos relacionamentos e nos configuramos socialmente, também crescem a cada dia. A solidão aparece enquanto o outro está ao nosso lado. A solidão aparece em nossos diálogos desconexos, desencontrados. Falamos e ninguém ouve de verdade. E nós — celulares a postos — acreditamos ouvir enquanto olhos e dedos deslizam pelas telas.

Quantas vezes você se pegou pensando na resposta enquanto a pessoa na sua frente ainda falava? Raramente dedicamos toda a nossa atenção àqueles com quem conversamos. Nossa mente pula de pensamento em pensamento. E isso acontece porque nos acostumamos à ideia de que podemos lidar com vários estímulos e informações ao mesmo tempo. Mas isso não funciona. Relembro quão limitado é o meu poder de atenção toda vez que assisto a uma série ou filme com celular na mão, mandando mensagens e conferindo notificações. De repente percebo que cenas e cenas passaram sem eu notar. É preciso parar, voltar, focar.

Mas ouvir o outro vai muito além de prestar atenção. Envolve empatia, compreensão. Segurar o impulso do ego, que insiste em ver tudo a partir de seu próprio ponto de vista. Ouvir é colocar-se no lugar do outro, calçar os sapatos do outro e sentir as pedras que causam bolhas em seus pés. É entender o que foi dito através da percepção de quem fala. Qual a dor do outro? Qual a alegria do outro? A vivência de uma experiência comum pode ser diferente para cada pessoa. O que é tristeza e o que é felicidade para mim pode não ter o mesmo significado para aquele que, olhando em meus olhos, me conta como foi seu dia. Falar nem sempre é fácil. Mas ouvir á uma arte. Esquecida num museu que ninguém visita.

Talvez a conexão que a tal era da informação necessita não seja passada digitalmente. Talvez a comunicação de que precisamos não seja a mais rápida possível — instantânea e distante. Pois aplacar a solidão exige tempo. O tempo da fala, de poder confiar ao outro as angústias da alma. O tempo do desabafo, palavra após palavra presa na garganta. E respeitar esse tempo, e permite-se falar, confiando e tendo atenção verdadeira, pode fazer toda a diferença para quem se vê soterrado por sofrimentos.

Falar é terapêutico. Ouvir também pode ser.

 

*** Setembro Amarelo é o mês de conscientização para a prevenção de suicídio. Busque ajuda. Ligue 188 e entre em contato com o CVVFalar é a melhor solução.

Setembro amarelo

setembro amarelo
Imagem oficial da Campanha Setembro Amarelo 2018

 

Preciso de um pouco do seu tempo. Menos de um minutinho. Na verdade, deixe este texto de lado e olhe para seu relógio por 40 segundos. Já voltou? Foi bem rápido! Bom, assustadoramente esse curto deslocamento do ponteiro dos segundos, esse tempo de um piscar de olhos, é o tempo que passa entre um suicídio e outro no mundo. Agora esses 40 segundos parecem bem mais rápidos, não é mesmo? E é por isso campanhas como o Setembro Amarelo são tão essenciais e urgentes.

A Campanha Setembro Amarelo foi criada em 2015 numa ação conjunta do CVV (Centro de Valorização da Vida), do CFM (Conselho Federal de Medicina) e da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). O objetivo é conscientizar a população sobre a importância da prevenção do suicídio.

Mas por que é necessário um mês inteiro para essa conscientização? Por que já não se tornou algo sobre o qual podemos falar constantemente? Porque, infelizmente, este tema é um enorme tabu. Além das questões religiosas e o pecado associado ao suicídio, existe a questão da mídia. Sabemos que quando casos de suicídio, especialmente de celebridades, são amplamente noticiados o número de ocorrências aumenta entre a população. Dessa forma, os meios de comunicação se dividem entre os que se calam totalmente e os sensacionalistas, que, na busca desesperada por notoriedade e um punhado de dinheiro, fazem coberturas detalhadas de cada caso, mais parecidas com cenas de séries policiais, ou melhor (pior), de filmes de terror.

Nas ruas e nos lares também existe uma dicotomia: há o desconforto que o assunto suicídio desperta e há a vontade de ajudar as pessoas próximas e queridas a superar um enorme sofrimento. Famílias permanecem em silêncio enquanto outras não sabem o que dizer. Por isso campanhas assim são tão necessárias. Pois mostram um caminho, estendem a mão, indicam a necessidade de buscar ajuda profissional.

A cada 40 segundos uma pessoa perde uma batalha. Muitas outras continuam lutando em silêncio. Diversas quase perdem a cada segundo. É uma guerra, e incontáveis indivíduos enfrentam o inimigo sozinhos, sem contar com aliados, com apoio, com um exército ao seu lado. Por isso campanhas assim são tão urgentes. Pois mostram que é possível ter ajuda, que é possível vencer.

 

 

Leia também:

Suicídio: sinais de alerta

 

*** Setembro Amarelo é o mês de conscientização para a prevenção de suicídio. Busque ajuda. Ligue 188 e entre em contato com o CVV. Falar é a melhor solução.

Como conviver com a bipolaridade

conviver com bipolaridade

 

Uma das principais perguntas que fazem os familiares e amigos dos portadores de transtorno bipolar é como conviver com o bipolar e com os sintomas da doença. Já vou dando um spoiler ao dizer que não existe um manual para seguir passo a passo. Mas podemos refletir sobre alguns pontos relevantes que podem ajudar a manter um relacionamento saudável com um bipolar.

Antes de mais nada, é importante que as pessoas próximas a bipolares entendam que a doença, especialmente quando não tratada, pode ser debilitante e devastadora. O bipolar passará por enorme sofrimento mental, emocional e físico. E não consegue controlar suas oscilações de humor. Ou seja, ele não faz por mal, ele não tem a intenção de magoar seus entes queridos. Aliás, perceber que faz mal àqueles que ama é um fator de piora no quadro da bipolaridade e um pensamento que pode levar ao suicídio.

Por isso é essencial incentivar o bipolar a procurar ajuda profissional. Lembrando que só um especialista poderá dar o diagnóstico de transtorno bipolar e que há vários outros transtornos com sintomas semelhantes, mas que exigem tratamentos diferentes. Ressalva para o palavra que usei acima: incentivar. Pois, a menos que você seja o responsável legal por um bipolar ou seja um caso crítico que necessite de internação, não é possível forçar o outro a fazer o que desejamos. É importante mostrar que o tratamento pode ajudar a pessoa a ter uma vida melhor, apoiar, ir junto ao médico e até mesmo lembrar de tomar os medicamentos corretamente caso o bipolar aceite ou peça essa ajuda. Mas, em todo caso, a escolha de qual tratamento seguir se dará entre o bipolar e o profissional que o atenderá. É necessário respeitar as decisões que o portador de transtorno bipolar tomar. É preciso lembrar que a pessoa, apesar da doença, mantém sua capacidade cognitiva e possui o direito à escolha. Claro que nem sempre as pessoas fazem as melhores escolhas, e isso acontece com todos, bipolares ou não.

Para poder orientar o bipolar e conviver com seu sintomas é preciso conhecer a doença. Saber como acontecem as oscilações de humor, quais sentimentos surgem na depressão e na mania, quais os sintomas físicos associados ao transtorno, quais os indícios de que o bipolar está pensando em suicídio. Hoje há muita informação disponível em livros, blogs, artigos científicos, palestras, vídeos, grupos de apoio, e outras fontes. Mas é necessário compreender que nem todos os sintomas aparecem da mesma forma e na mesma intensidade em cada bipolar. Não é possível colocar numa caixinha todos os bipolares e esperar que todos sejam a mesma pessoa e ajam da mesma forma. Então, nada de generalizar! Cabe lembrar também que nem tudo é sintoma. Muitos comportamentos farão parte da personalidade da pessoa, não da doença. E outros comportamentos serão resposta a situação da vida. Afinal, todo mundo fica irritado com o que desagrada muito, todo mundo fica triste quando algo ruim acontece, e todo mundo fica feliz quando consegue algo que queria muito. Ficar irritado, triste ou feliz em situações nas quais esses sentimentos cabem como reação não é sintoma nem indício de uma crise bipolar, mas apenas alguém vivendo a vida.

Relacionamentos são complicados. Quanto maior a proximidade, mais complexos ficam. As pessoas pensam e sentem de forma única, e pode ser difícil se colocar no lugar do outro. Um transtorno afetivo pode ser um fator que irá complicar ainda mais essa árdua tarefa de conviver com outro ser humano, que possui ideias, comportamentos e desejos diferentes dos nossos. Às vezes é preciso se afastar um pouco e se preservar quando há muitos conflitos. Saber que todos temos nossos limites. Noutras vezes é possível ter empatia e apoiar. Em muitos casos basta ficar junto e ouvir sem julgar. Um diálogo aberto e sincero é sempre necessário, e traz efeitos benéficos a todos. Conversar é essencial. Respeitar também.

Empatia, aceitação, respeito, diálogo, carinho, atenção e paciência são palavras-chave na convivência com a pessoa com bipolaridade.

Nem sempre dará certo fazer o melhor possível para conviver com o outro. Em alguns dias as brigas e os sofrimentos não podem ser evitados. Mas ter uma rede de apoio é um fator decisivo na estabilidade do portador de transtorno bipolar. E buscar ter um bom relacionamento e apoiar quem tem bipolaridade pode salvar uma vida.

 

Este texto foi escrito especialmente a partir da sugestão da amiga blogueira O Miau do Leão. ❤