Árvores Tímidas

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O transtorno bipolar, quem sabe, seja só um lugar nessa mesma escala de interferências inconscientes onde todas as pessoas estão. Talvez seja somente uma questão de frequência e intensidade. Afinal, quem nunca se sentiu tão confiante a ponto de sentir que poderia realizar tudo o que desejasse ou tão mal a ponto de não querer levantar da cama? Quem já teve um sonho acordado, um devaneio, pode compreender como é acreditar nas próprias fantasias. Todas as emoções – medo, euforia, irritação, luto, melancolia, ansiedade – são humanas, pertencem a todos nós. O que muda é se elas paralisam um indivíduo por alguns segundos ou por anos e anos. Ser bipolar seria como viver o seu melhor e o seu pior dia repetidas vezes, até se tornarem mera ilusão do que foram.”

 

Acordei com a lembrança desse trecho do meu livro Árvores Tímidas

Autobiografia e o coletivo

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Escrever um livro é tarefa árdua. Dia após dia palavras se somam na tela ou no papel. Cria-se um conjunto de significados, uma história que espera-se ter relevância. E dia após dia, mais e mais palavras na tela ou no papel. Em certos momentos a frase não surge, a folha permanece em branco. E pensamos em desistir; e relemos nosso trabalho e não o consideramos bom o bastante; e esbarramos em conjuntos de obstáculos. Por isso é preciso ter um motivo forte que o faça continuar.

Quando comecei a escrever meu livro, sabia que contar minha própria vida significava contar uma história que não era só minha. Uma história que pertencia a todos que passaram pela mesma experiência. E é justamente sobre essa função da autobiografia – como uma literatura que vai além de falar de si mesmo – que fala o texto de minha amiga Elaine Rodrigues, do blog e-Redigindo (link abaixo). O texto também cita meu livro como exemplo! ❤

Como escrever uma autobiografia?

Livro sobre Transtorno Bipolar

livro transtorno bipolar

 

Comecei o dia de hoje com uma triste notícia: o renomado chef e apresentador de TV Anthony Bourdain cometeu suicídio. Foi encontrado por seu amigo, e também talentoso chef, Eric Ripert. Eu acompanhei a carreira do Tony, assisti a seus programas, ri de suas piadas, admirei seu talento. Mais um ídolo deixa o mundo de forma trágica. Por isso é tão importante continuar falando sobre saúde mental.

E um texto de uma amiga, Cristileine Leão, do blog Depressão com poesia, me emocionou e trouxe alívio ao meu coração num dia tão triste.

A Cris fez uma resenha linda do meu livro Árvores Tímidas!! Confiram o texto (link abaixo) e conheçam o blog dela sobre depressão!

 

Haja bateria – bipolaridade